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Presídio de Pernambuco elege sua primeira Miss Trans

19/02/2020

/ Por Caruaru 24 horas

O concurso no Presídio de Igarassu, Região Metropolitana do Recife, é pioneiro nas unidades prisionais do Nordeste


As reeducandas do pavilhão LGBT do Presídio de Igarassu (PIG), Região Metropolitana do Recife, concorreram, nesta terça (18.03), ao título de Miss Trans do PIG, concurso pioneiro nas unidades prisionais do Nordeste, realizado pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres). A competição ocorreu no Espaço Ecumênico do presídio.  


As dez candidatas participantes desfilaram com trajes esporte fino e de gala, avaliadas por quatro jurados, mas nas apresentações individuais o argumento de que o evento no presídio se instala como uma quebra de preconceito e valorização à mulher foi unânime. A vencedora Cris Rayanny Abravannel, 28 anos, considerou a sua vitória um avanço. “Com simplicidade em primeiro lugar, agradeço a oportunidade e que esse evento de valorização a nós mulheres seja um incentivo a todas que estão lá fora”, destacou.  

Com a plateia formada, em sua maioria, por homens presos e profissionais da unidade, não faltou aplausos às candidatas, inclusive com direito a cartaz. A vencedora do segundo lugar, Maria Clara de Araújo, 18 anos, é concessionada, ou seja, exerce trabalho remunerado no setor de Saúde e toda a equipe estava na torcida. “Viver isso aqui está sendo maravilhoso, precisamos de muita força e estamos na luta para quebrar o preconceito que existe contra nós”, afirmou. Ela destacou o apoio recebido pela gerência do estabelecimento prisional.

A apresentação do concurso, organizado pela policial penal e coordenadora do pavilhão LGBT, Maria das Graças, contou com a participação da Miss Musa Pernambuco, Bruna Mikaelly Barbosa, e todas as participantes foram presenteadas. A artista plástica Monica Maria de França também apoiou a iniciativa. O gerente do PIG, Charles Belarmino, considera o concurso mais um grande passo no respeito à diversidade. “Procuramos respeitar a dignidade de cada uma levando-a ao convívio dentro da cadeia através do trabalho e cursos profissionalizantes”, explicou Belarmino.   

PAVILHÃO – O PIG abriga presos do regime fechado e dispõe de um pavilhão específico para o público LGBT, mais conhecido como Sem Preconceito, onde mulheres trans e travestis convivem como se fosse numa casa, com tarefas diárias e praticamente sem grades. Há 23 transexuais e travestis recolhidas no pavilhão  implantado em 2015.  

Foto divulgação
Secretaria de direitos humanos

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