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Agrestina entra na luta luta conta a fome no período da pandemia Covid-19

23/04/2020

/ Por Caruaru 24 horas
Agrestina lança projeto "Família em casa, Alimento na mesa"
O projeto busca minimizar a vulnerabilidade social causada pela pandemia de Coronavírus

Quinhentas cestas básicas começaram a ser distribuídas na manhã de ontem, dia 22, às famílias carentes do município de Agrestina, Agreste pernambucano, através do projeto Família em casa, Alimento na mesa. O projeto da Secretaria de Desenvolvimento Social e Juventude, busca minimizar o impacto econômico negativo causado pela pandemia de Coronavírus (Covid-19) e amparar pessoas em situação de maior vulnerabilidade social. 

A pandemia do novo Coronavírus vem gerando uma crise sanitária e de saúde coletiva sem precedentes. Como forma de evitar a contaminação em massa, não sobrecarregar as unidades de saúde e evitar desastrosos prejuízos econômicos futuros, os especialistas recomendam o _isolamento social_, único recurso material para conter o avanço da epidemia e evitar a mortandade em massa. 

O isolamento social é a única maneira científica e epidemiológica comprovada de diminuir a propagação do vírus, mas traz consequências como a impossibilidade de que se exerçam atividades remuneradas que lidem diretamente com o público, impactando, desta forma, na situação econômica dos trabalhadores, principalmente dos que vivem na informalidade.  

Diversas medidas de proteção à população foram implantadas no município de Agrestina, todas em conformidade com as leis estaduais e federais, entre elas o isolamento social. Além do medo da contaminação muitos trabalhadores autônomos se viram diante de um outro agravo, o receio do desamparo, da vulnerabilidade social e principalmente alimentar, decorrente da paralisação de seus trabalhos. 

O município, que declarou _Estado de Calamidade Pública_ via *Decreto n° 1.861*, como forma de requerer auxílio direto e imediato do Estado ou da União para as ações de socorro e de recuperação, realizou a distribuição das cestas básicas através da *Lei municipal de nº 1.376/2017*, que diz respeito ao _Programa de Benefícios Eventuais da Assistência Social._ Essa medida é uma solução rápida e objetiva ao momento, com o objetivo de atender às famílias que não possuem condições de prover suas necessidades básicas de alimentação durante a crise.

As cestas básicas serão entregues por mais dois meses, podendo ser prorrogada por mais três meses a depender da situação. O valor investido a cada mês é de 75 mil reais, sendo, portanto, 225 mil reais de investimento durante os três meses. A cesta básica é bem completa, composta de itens como feijão, arroz, macarrão, açúcar, café, farinha de mandioca, fubá, leite, soja, margarina, óleo, sardinha, sal, bolacha doce e salgada e ovos.

Critérios de distribuição:
Foram contempladas as famílias previamente cadastradas no Banco de Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social e Juventude, já usuárias dos Benefícios Eventuais, bem como as famílias que foram identificadas em situação de vulnerabilidade social nos bairros mais periféricos, pelos profissionais da Saúde e da própria Assistência Social. O projeto também priorizou trabalhadores informais que tiveram suas rendas afetadas, como  moto taxistas e comerciantes ambulantes.

Mediante comprovação da real necessidade, identificada pelos profissionais, foi distribuída uma cesta básica para cada família. A entrega foi realizada em três pontos da cidade, seguindo regras de prevenção como controle de fluxo de pessoas e cuidados de higiene. O projeto tem a mesma duração que o _Estado de Calamidade Pública_, e segue até que se tenha um cenário de estabilidade.



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